Sérgio Godinho, 70 anos de uma lenda da música portuguesa

834034

Parece que foi ontem. Habituámo-nos a vê-lo, a ouvi-lo transformar a música portuguesa, a ultrapassar barreiras, a vencer velhos e novos Adamastores, da censura da Ditadura de Salazar ao Império da música massificada, em Democracia, que tomou conta das rádios e do panorama audiovisual em Portugal.

Nascido no Porto, a 31 de Agosto de 1945, Sérgio de Barros Godinho lançou-se, muito jovem, à aventura. Aos 18 anos, emigrou, primeiro para a Suíça, e mais tarde chegou a Paris – na cidade luz, em plena efervescência do Maio de 68, integra o elenco do musical “Hair” e convive com José Mário Branco e Luís Cília, ambos exilados do triste Portugal de António de Oliveira Salazar.

Nos anos 70, irrompe em força na música portuguesa. Participa no histórico álbum “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades” de José Mário Branco. Depois faz o seu brilhante caminho a solo: discos como “Romance de um dia na estrada”, “Pré-Histórias”, e já após o 25 de Abril cria autênticas jóias do património musical nacional como as inesquecíveis “Com um brilhozinho nos olhos”, “O primeiro dia” ou ” É terça-feira”.

Década após década, ano após ano, Sérgio Godinho mantém a coerência, a qualidade, o compromisso com os valores da língua portuguesa. Que fazem dele, não só um dos grandes cantores nacionais, mas um dos maiores cantautores do século XX ao lado de um Jacques Brel, de um Charles Aznavour, de uma Joni Michel ou de um Leonard Cohen.

70 anos com Sérgio Godinho. Parece que foi ontem, não parece ?

Rui Marques

http://www.facebook.com/sotaques – Estamos com os grandes artistas portugueses e brasileiros !

#sotaques #Brasil #Portugal #RuiMarques #SérgioGodinho #70anos

#sotaquesbrasilportugal

Parabéns Paulo de Carvalho !

20120918003633_726Y906UMRX19583813G

Hoje faz anos um dos génios da música portuguesa. Um artista capaz de cantar múltiplos registos e inovar em todos : do jazz à música popular portuguesa, não há estilo que não tenha sido moldado pela voz quente e vibrante de Paulo de Carvalho.

Nascido em Lisboa a 15 de Maio de 1947, Paulo de Carvalho começou a tocar com uma banda – os Sheiks  – como baterista, abandonando uma promissora  carreira de futebolista nos juniores do Benfica. Este grupo, inspirado nas grandes bandas dos anos 60 como os Beatles, teve um grande sucesso junto do público e foram considerados pioneiros da música pop  portuguesa.

Os anos 70 marcam uma viragem na sua carreira. De baterista passou a vocalista, iniciando uma carreira em solitário : são desse período temas inesquecíveis como ” Flor sem tempo “,” Chamava-se Nini” , “E depois do adeus”, canção mitológica que foi escrita por José Nisa e serviu como senha da Revolução de Abril – foi apresentada no Festival da Eurovisão, em 1974

Nas décadas seguintes, Paulo de Carvalho continuou a afirmar-se como grande referência da música portuguesa. A sua versatilidade vocal, o cuidado com a língua portuguesa, as parcerias que desenvolve – entre as quais se destacam  vários trabalhos com o poeta José Carlos Ary dos Santos ou o músico brasileiro Ivan Lins – tornam-no num exemplo de qualidade e coerência artística.

Parabéns Sr. Paulo de Carvalho ! E  muitos anos de vida e de música !

Rui Marques

http://www.facebook.com/sotaques- Divulgamos o melhor da cultura luso-brasileira !

#sotaques #Brasil #Portugal #RuiMarques #PaulodeCarvalho #Aniversário

#sotaquesbrasilportugal

Madredeus: A Essência que está sempre presente

MD

Fenómeno da História da música portuguesa, os Madredeus voltaram a actuar ontem na Casa da Música, e deixaram no ar aquele aroma tão especial que só as Bandas que nos apaixonam conseguem impregnar. ” Essência” nome do novo Álbum é uma extraordinária selecção, entre as 180 músicas compostas pelo grupo, de algumas canções que marcam a sua História.
Além de Clássicos absolutos como ” O Pastor” ou ” Haja o que houver”, os Madredeus presentearam o público com outras escolhas como “Ao Longe o Mar”, “O Pomar das Laranjeiras”, “Palpitação”, “A Sombra”, “A Confissão”, “O Navio”, “Coisas Pequenas” “Adeus e Nem Voltei”. Um Público invulgarmente heterogéneo, com jovens e menos jovens, como a Revista Sotaques testemunhou.
Destaque para o facto da guitarra, a voz feminina e os sintetizadores, serem acompanhados com dois violinos e um violoncelo, constituído por músicos da Sinfónica Portuguesa. O que tornou ainda mais intimista a Música, mais próxima das pessoas que cresceram a ouvir os Madredeus.
A Essência deles está sempre presente. Esse é o maior elogio que se pode fazer a uma Banda com 25 de anos de actividade !!!

www.sotaques.pt – A Banda Sonora da sua Cultura

R. Marques

David Fonseca

David Fonseca_seasonsrisingfalling_low

Sotaques divulga espectáculo musical de David Fonseca

A Revista online Sotaques Brasil/Portugal vai marcar presença no Concerto de  David Fonseca intitulado  “ Seasons: raising; falling” que se celebrará no próximo dia 9 de Março, às 21h30, no Coliseu do Porto. Assim os leitores do Sotaques vão conhecer em primeira mão os pormenores da nova aventura musical de um dos artistas mais criativos e inovadores das últimas décadas em Portugal.

De facto, David Fonseca dispensa apresentações. Músico que tem desenvolvido um percurso pautado pela coerência e o gosto por um estilo criativo e sem medo dos riscos, primeiro no grupo “ Silence 4” e posteriormente na carreira a solo, é um artista respeitado dos dois lados do Atlântico, com admiradores em Portugal e no Brasil.

Por isso, tínhamos a obrigação de estar com David Fonseca. Porque desejamos estar ao lado da música portuguesa de qualidade, facilitando a Ponte cultural entre portugueses e brasileiros.

www.sotaques.pt – O site dos Eventos com Sotaques da Língua Portuguesa

R. Marques

Deolinda editam novo Disco em Março

DeolindaOs Deolinda um dos grupos portugueses mais aclamados, em Portugal e no estrangeiro, regressam em Março com um novo Disco “ Mundo pequenino”. O sucessor dos  premiados “ Canção  ao lado” e  “ Dois selos e um carimbo”, foi produzido pela Banda e  pelo conceituado produtor britânico, Jerry Boys, vencedor de seis prémios Grammys.

Grupo que combina a tradição da música portuguesa com letras acutilantes que abordam o quotidiano – por exemplo, na emblemática música sobre a precariedade “ Que parva que sou” – os  Deolinda tornaram-se, em pouco tempo, num fenómeno de popularidade, que ultrapassou fronteiras. Aguarda-se, com expectativa, mais este  Disco da banda portuguesa que conquistou o mundo com a sua música ligada às raízes da cultura nacional.

www.sotaques.pt – Música com tradição e modernidade no seu site

R. Marques

Passatempo Sotaques Miguel Maat

4545Responde corretamente a esta questão e habilita-te a ganhar um CD do cantor Miguel Maat, um dos grandes talentos da nova geração da música portuguesa.

Miguel Maat para além de cantar, toca vários instrumentos. Entre os quais um instrumento ancestral das tribos aborígenes da Austrália, bastante exótico, que tem chamado a atenção da comunicação social.

Como se chama ?

a) Guitarra de Sidney b) Didgeridoo c) Gaita de Foles de Perth

* Partilha a resposta em nosso mural no facebbok http://www.facebook.com/sotaques ou
envie-nos a resposta para o e-mail: antonio.sotaques@gmail.com .

O Sotaques anunciará o vencedor brevemente. Participa !!!!

http://www.sotaques.pt – Passatempos com Sotaques

Carlos Paião partiu há 24 anos

Nasceu acidentalmente em Coimbra, passando toda a sua infância e juventude entre Ílhavo (terra natal dos pais) e Cascais. Desde muito cedo Carlos Paião demonstrou ser um compositor prolífico, sendo que no ano de 1978 tinha já escritas mais de duzentas canções. Nesse ano obteve o primeiro reconhecimento público ao vencer o Festival da Canção do Illiabum Clube.

Em 1980 concorre pela primeira vez ao Festival RTP da Canção, numa altura em que este certame representava uma plataforma para o sucesso e a fama no mundo da música portuguesa, mas não foi apurado. Com Playback ganhou o Festival RTP da Canção de 1981 com a esmagadora pontuação de 203 pontos, deixando para trás concorrentes tão fortes como as Doce e José Cid. A canção, uma crítica divertida, mas contundente, aos artistas que cantam em play-back, ficou em penúltimo lugar no Festival da Eurovisão de 1981, realizado em Dublin, na República da Irlanda. Tal classificação não “beliscou” minimamente a popularidade do cantor e compositor, pois Carlos Paião, ainda nesse ano, editou outro single de sucesso e que mantém a sua popularidade até hoje: Pó de Arroz.

Fonte: wikipedia