Homem Português -Fernando Barbosa O Senhor dos Gelados !

Fernando Barbosa herdou de seu avô o gosto pela gastronomia. Assim, inicia a sua carreia aos 16 anos como pasteleiro  na pastelaria dos pais, mas como sempre foi empreendedor
trilhou seu próprio caminho .

” Põe o máximo de ti em tudo que fazes “

homem-portugues-5
Foto: Miguel Barbosa

Hoje em dia, é responsável pela marca de gelados artesanais “Bianco” e é o criador da receita de gelados artesanais que conquistam os portuenses e turistas que passam por esta gelataria, na cidade do Porto.

A “Bianco Vicent” conta com cinco lojas espalhadas desde norte a sul de Portugal e os seus gelados marcam presença em grandes cozinhas e restaurantes com estrela Michelin.
Há 10 anos atrás, Fernando Barbosa resolve criar uma fábrica de gelados, sendo por isso, chamado muitas vezes  de “louco”, uma vez que era um negócio visto apenas para a época do verão. Contudo, decidiu seguir em frente e deu vida ao seu projeto. Hoje, vemos que era um visionário.

Como nasce a Marca Bianco?
Há 10 anos atrás, fui para Itália onde tive contato com alguns dos maiores fabricantes de gelados italianos e  trouxe na bagagem uma receita de uma das mais antigas gelatarias italianas. Ao chegar a Portugal, adaptei-a e reinventei-a dando –lhe um toque português.

“Fazer um bom gelado não é para todos”

Quais foram as dificuldades que teve no início do negocio ?
Não foi fácil montar uma fábrica de gelados, até porque para se fazer um bom gelado é preciso utilizar produtos de qualidade. Tive que ir à procura de bons fornecedores, mas até hoje sou eu que vou fazer a seleção dos produtos.  Outra dificuldade foi montar uma boa equipa de trabalho.  Um dos alicerces da Bianco é minha esposa, Susana Maria, que comanda a produção da fábrica. Como sempre, atrás de um grande homem há sempre uma grande mulher. “Eu gosto de formar pessoas e ajudá-las a encontrar um bom
caminho“. Uma das qualidades que admiro é polivalência.

Como surge o convite para trabalhar com chefs e restaurantes de estrela Michelin?
Um chef de um restaurante de estrela Michelin experimentou um dos nossos gelados numa das nossas monstras, no  Algarve, e ficou maravilhado com a sua textura e sabor.Assim, surgiu o convite para criar um gelado para um  prato que ele estava criar , e desenvolvemos um gelado de azeite para acompanhar um prato de bacalhau. Depois,desenvolvemos o gelado de azeite balsâmico para acompanhar saladas e pratos do género.

Como internacionalizou a marca?
Com boas parcerias e bom produto. A Bianco está presente em Angola através de parceiros locais e em 2017 vamos inaugurar a primeira loja Bianco no continente africano, que será em Moçambique. Já estamos em negociação para abertura de uma loja Bianco em Paris.

Como foi criar a loja Bianco Vincet ?
Começa com a pesquisa de um espaço no centro do coração da cidade do Porto, um lugar com história. Não foi fácil montar esta loja. Fiquei dois anos à espera que ela ficasse livre, mas valeu a pena. Hoje a Bianco Vincet é a loja mais nova da marca e é a  menina dos meus olhos.

homem-portugues-7

Foto: Miguel Barbosa

 

De onde vem a inspiração para criar uma gama de gelados
tão vasta?
Juntamente com a minha esposa, Susana, criamos os sabores da Bianco. Muitas vezes vamos tomar um chá ou comer algo, daí surge a ideia de criar um novo sabor. Um dos sabores mais exóticos que criamos foi o de moscatel. Por ano desenvolvemos entre 8 a 15 sabores. Em 2017, vamos lançar o gelado de açaí.

Qual o segredo dos gelados Bianco?
O segredo está bem guardado, mas posso revelar que para criar um bom gelado, além da receita, é preciso fazê-lo com muito amor.

O que diferencia os gelados da Bianco dos das outras marcas?
O gelado Bianco é feito com amor.

hp
Foto: Miguel Barbosa

Um sonho?
Um dos meus sonhos é abrir uma loja Bianco em Londres,  Paris e Nova Iorque. Outro sonho é ter um restaurante  com 40 ou 50 lugares, e poder criar pratos para pequenos
grupos de pessoas.

Um lugar?
Algarve, porque está sempre presente nos momentos mais importantes da minha vida. Desde dos dois anos de idade vou para o Algarve. A Bianco está presente em grandes hotéis e tem uma gelataria em Vila Moura, onde surgiu o primeiro convite para trabalhar com um chef com Estrela Michelin. Para além de tudo isto, é onde tenho muitas recordações do meu avô.

Um conselho para os Jovens empreendedores?
Ter um compromisso consigo mesmo. Não parar no primeiro obstáculo, estabelecer um objetivo e segui-lo. Ter auto confiança, não ficar parado e não ter medo do “não”.

Vou partilhar um pensamento: Uma menina e um senhor, cada um com uma corda. A menina pega na corda e faz dela  um baloiço. O senhor pega na corda e faz dela um laço e
enforca-se. Moral da história: os dois com a mesma coisa, mas fazem algo diferente bem diferente.

“ Nós temos escolha. “

homem-portugues-1
Foto: Miguel Barbosa

Editorial:Homem Português
Produção: Arlequim Bernardini
Fotografia: Miguel Barbosa
Cabelos /Caracterização: Alexandre Santos

http://www.facebook.com/sotaques – Homens com Sotaques !
#Sotaques #Outono2016 #Brasil #Portugal #Sotaquesbrasilportugal #Portugueses #Brasileiros #Porto #Lusobrasileira #arlequim13 #Homemportuguês #osomquenosseduz #Dezembro #Seduz #GuitarraPortuguesa #Moda #Fashion #Cultura #Revista #Online #revistaonline #Gelados #Bianco

Revista Sotaques Nº 12 |Dezembro

Leia aqui a edição de Dezembro da Revista Sotaques Brasil Portugal.

Link para visualizar a revista on-line: https://issuu.com/sotaques/docs/rs12

rs12

 

#Sotaques #Outono2016 #Brasil #Portugal #Sotaquesbrasilportugal #Portugueses #Brasileiros #Porto#Lusobrasileira #arlequim13 #Homemportuguês #osomquenosseduz #Dezembro #Seduz #GuitarraPortuguesa #Moda #Fashion #Cultura #Revista #Online

“Um amor proibido …. a padeirinha e o nobre” Biscoitos Diogo

bd-1
As histórias perduram no tempo das famílias, e sem dúvida que na família “ Diogo” são várias, com muitos momentos , que marcam a sua história. Possivelmente no século XVIII, sob regência de el rei D. Pedro II, já a casa onde hoje em dia se fabricam os afamados “ Biscoitos Diogo”, existia e a família dedicava-se ao armazenamento de farinhas, e à produção das famosas “ Carcaças ou sêmeas” sendo também a agricultura o seu sustento Uma bela quinta abraçava a “ Casa Amarela “, onde abundava a fruta, os legumes , os cereais e o vinho.

 

 

De salientar que na frente da casa da família, existia a famosa e genuína
“ Fonte da Senhora “pertença da família, sendo datada possivelmente do ano de 1800, de onde as gentes da “ Boavista” abasteciam as suas casas e a família utilizava para produzir o pão.

Os factos históricos permitem-nos dizer que em 1840, para além do pão, começam
a fabricar-se os primeiros biscoitos ( argolinhas, valonguenses) sob a gestão de António Alves Marques Moreira e Cândida de Sousa Ribeiro das Neves .
De entre os oito filhos, o filho mais novo, José, garante a continuidade do negócio dos seus pais e quando casa com, Cândida Felgueiras das Neves, assumem a gestão do negócio familiar e surge assim , o registo da patente “ Biscoitos Diogo” e o nome com que a família hoje em dia é conhecida.  Decorria o ano de 1900, e a Casa com sangue novo e
empreendedor, começa a destacar-se no mercado Portuense.

bd-2
José de Sousa Moreira Diogo, Regedor da Vila, e figura distinta era apreciado pela sua humildade e generosidade, o que aliado aos seus excelentes produtos, tornou-se uma pessoa muito querida.  As receitas dos afamados biscoitos Diogo, são provavelmente muito anteriores a sua fundação.

Inicialmente produziam-se cerca de 60 qualidades de biscoitos.  Decorridos quase 180 anos, a família mantêm a tradição. Atualmente são cerca de 30 qualidades. De destacar os biscoitos de milho, recentemente premiados, entre os cacos, os degestivos, os coquinhos… são vários…e de comer e chorar por mais…  São cozidos em forno de lenha e sem qualquer tipo de corantes ou conservantes. Esperamos ir de encontro aos vossos objectivos e superar as vossas expectativas! Biscoitos feitos de forma artesanal.

bd-1

Link para visualizar a revista on-line: https://issuu.com/sotaques/docs/sssn
#Sotaques #Outono2016 #Brasil #Portugal #Sotaquesbrasilportugal#Portugueses #Brasileiros #Porto #Lusobrasileira #arlequim13#Saboresepaladares

Sabores de Minas

h02

Panelas de pedra: As panelas de pedra em produção artesanal representam a tradição da cozinha mineira juntamente com os fogões a lenha, tachos de cobre, colheres de pau. Antigamente itens comuns nas cozinhas, hoje são peças de alto valor cultural.

 

h08h07

Confit: Apesar de bastante tradicional, principalmente nas cidades do interior, a culinária mineira também apresenta cardápios requintados e mais elaborados baseados em pratos de outros países como França, Itália, Espanha, Marrocos e Japão. A renovação no menu ganha adaptações eventualmente e tem conquistado cada vez mais o público. Na foto em questão é apresentado um Confit de Canard, prato francês servido em um restaurante em Belo Horizonte.

 

h06

Dobradinha: Tal como o pão de queijo, fígado com jiló, broa de fubá, e outras delícias da mesa mineira, a dobradinha com feijão branco é um dos pratos muito presentes na culinária mineira. O prato originalmente português da cidade do Porto foi trazido para terras brasileiras e incorporado à culinária local.

h05

Fígado com Jiló: O prato que leva jiló e fígado bovino feitos na chapa, acompanhados de cebola em rodelas é um dos principais tira-gostos nas mesas. É considerado o prato mais tradicional no Mercado Central de Belo Horizonte, ponto de encontro entre os moradores da capital mineira e de turismo para os visitantes.

h03

Horta: A plantação de hortaliças é algo muito comum nas cidades menores e tem se tornado uma grande tendência nas capitais do país. Adeptos de uma alimentação mais saudável e livre de agrotóxicos, alguns habitantes das grandes cidades tem criado soluções para plantarem pequenas quantidades de verduras e temperos para consumo próprio. Na foto em questão, a proposta de uma horta adaptada junto à cerca de uma cozinha externa à casa foi apresentada durante uma feira de arquitetura e decoração realizada em Belo Horizonte no ano de 2015.

H01.jpg

Pão de queijo: A principal quitanda da cozinha tradicional de Minas Gerais aparece com um frequência quase diária da mesa de café da manhã. A receita que leva queijo minas, polvilho, leite e ovos caiu no gosto dos brasileiros e expandiu para o restante do território nacional, entretanto, é por excelência mineira.

|Foto e Texto : Hebert Júnior

 

Link para visualizar a revista on-line: https://issuu.com/sotaques/docs/sssn
#Sotaques #Outono2016 #Brasil #Portugal #Sotaquesbrasilportugal#Portugueses #Brasileiros #Porto #Lusobrasileira #arlequim13#Saboresepaladares #MinasGerais #HebertJúnior

 

Bianco Vicent… Muito mais que uma gelataria, a alma do Porto

img_6756

Bianco Vicent é uma gelataria portuguesa situada na baixa portuense , mais concretameante na “A Ourivesaria no Norte de Portugal”, uma das casas mais bonitas da cidade do Porto .

01

Instalada na antiga Casa Vicent, criada no século xx , teve a sua fachada elaborada em plena 1.ª Grande Guerra Mundial, entre 1914 e 1915, com materiais provavelmente encomendados à Companhia Aliança. Foi fundada no Porto, em 1852, pelo Barão de Massarelos.

 A designação pela qual este estabelecimento é conhecido devese ao comerciante estrangeiro que nele se instalou, de nome Vicent, numa época em que a rua onde abriu se transformava numa das principais artérias comerciais do quotidiano portuense no despontar do século XX. E, tal como sucede na maioria dos exemplares de “Arte Nova” erguidos em Portugal, ainda se desconhecesse, por completo, o nome do seu arquitecto.

O edifício destaca-se, sobretudo, pela utilização de ferro fundido dourado na fachada, com contornos constituídos por uma cadeia de elementos arqueados formando motivos vegetalistas, rematada superiormente com uma concha coroada por um elemento vegetal, cujas formas parecem remeter para a sobrevivência de um certo gosto Rocaille.

Quanto ao interior, o espaço mantém todo o mobiliário original, incluindo vitrines, balcões e candeeiros, onde o dourado se revela uma constante. E é ainda no interior que podemos admirar as paredes forradas a papel, os tetos estucados e pintados, além dos pavimentos soalhados a madeira.

 

Um lugar de requinte e bom gosto onde não se come qualquer gelado. Degusta-se sabores. artesanais, tais como trufa , whisky , azeite , balsâmico com framboesa, lima alecrim 15 sabores. A gelataria Bianco Vicent conta com uma gama de mais de 400 sabores de gelados alecrim , ovos moles, vinho do Porto .

img_6893

Fernando Barbosa é o criador da receita de gelados artesanais que conquistam os portuenses e turistas que passam pela Bianco Vicent.

 Há 10 anos atrás, Fernando foi para Itália onde teve contacto com alguns dos maiores fabricantes de gelados italianos , e trouxe na bagagem uma receita de uma das mais antigas gelatarias italianas .

Como bom empreendedor e visionário, Fernando decidiu investir nesta área, recriou a receita de gelados artesanais tornando a Bianco Vicent numa das poucas marcas portuguesas de gelados artesanais .

A Bianco Vicent não está presente apenas nas 5 lojas espalhadas de norte a sul de Portugal. Os gelados Bianco marcam presença em grandes cozinhas e restaurantes com estrela Michelin .

 

Capa (2).jpg

O segredo dos gelados Bianco está muito bem guardado no cofre da Casa Vicent , quem quiser descobrir pode passar por lá e tomar um cálice de vinho do Porto ou uma flute de espumante e degustar outras  especialidades da casa .

Bianco Vicent… Muito mais que uma gelataria!

 

img_6825

|Arlequim Bernadini

http://www.facebook.com/sotaques  #Sotaques #Outono2016 #Brasil #Portugal #Sotaquesbrasilportugal

#Portugueses #Brasileiros #Porto#Lusobrasileira

#arlequim13 #Saboresepaladares #BiancoVicent

O gosto cítrico da vida

citrico

Sinto o gosto das frutas cítricas quando penso nos trópicos, no Brasil e nas suas praias e cores. Não moro mais lá, mas a raiz brasileira ainda pulsa em mim. O gosto das suas frutas cítricas, laranja, tangerina, limão. Elas amargam minha boca, minhas têmporas latejam e minha boca enche de água.

Ahhh, o cítrico. Cheiro cítrico, gosto cítrico. Amo o cítrico.

Meus amigos sempre me diziam que eu era amarga, mas na verdade acho que eu sou cítrica, em meu cheiro e gosto.

Minhas lágrimas são cítricas assim como meu suor. Quando me corto, o gosto do sangue que se vai de mim é igualmente cítrico. Sei porque já experimentei.

Quando a vida me dá uma paulada e eu caio, o cítrico vem aos meus olhos, meu coração e minha vida se enche desse amargo. Que não é ruim, é apenas amargo.

Porque tudo tem que ser doce para ser bom? Por acaso é ilegal gostar do amargo?

Uns preferem o branco, outros o preto, uns preferem o dia, outros a noite.

Uns tem vida doce, outros, amarga.

Eu sou cítrica, porque minha vida não é doce. Tenho lutas, desafios, loucuras e delírios, e em todos esses momentos o cítrico me vem à mente, como o gosto de um limão fresco, cortado e sangrado, exprimido na minha boca.

Um sabor desafiador que me vem e indaga se posso mesmo suportá-lo. E eu digo, sim. Posso gostar do limão, com suas amarguras e acidez. Porque não vejo no cítrico um mal e sim um desafio.

Fazer uma limonada com os limões que a vida nos dá, e ainda melhor do que esperar sempre o doce gosto do morango que pode não vir, ou ainda nos enjoar.

Cítrica: a vida, assim como as frutas tropicais. Cítricas: as lágrimas, o sangue, o suor, as lutas e a dor.

Cítrica: eu.

Rô Mierling

Link para visualizar a revista on-line: https://issuu.com/sotaques/docs/sssn

http://www.facebook.com/sotaques #Sotaques #Outono2016 #Brasil #Portugal #RôMierling #cítrico #Vida #Sotaquesbrasilportugal#Portugueses #Brasileiros #Porto #Lusobrasileira #arlequim13 #Saboresepaladares

Castanha do Pará

e07-3
Foto : Hernany Fedasi

A Bertholletia excelsa, popularmente conhecida como castanha-do-brasil, castanha-do-acre, castanha-do-pará, noz amazônica, noz boliviana, tocari e tururi é uma árvore de grande porte, muito abundante no norte do Brasil e na Bolívia, cujo fruto (ouriço) contém a castanha, que é sua semente. É uma árvore da família botânica Lecythidaceae, nativa da Floresta Amazônica.

“Castanha” vem do grego kástanon, através do latim castanea.

O seu maior exportador não é o Brasil e sim a Bolívia, onde são chamadas de almendras, ou ainda “noz amazônica” e “noz boliviana”. Isto se deve à drástica diminuição da espécie no Brasil, devida ao desmatamento. O nome em português se refere ao Pará, cuja extensão no período colonial incluía toda a Amazônia brasileira. Os acreanos – por serem os maiores produtores nacionais de castanha – referem-se a elas como “castanhas-do-acre”. Alguns nomes indígenas são juvia, na região do Rio Orinoco e em outras regiões do Brasil.

Embora seja classificada pelos cozinheiros como uma castanha, os botanistas consideram a Bertholletia excelsa como uma semente, e não uma castanha, já que, nas castanhas e nozes, a casca se divide em duas metades, com a carne separando-se da casca.

Valor nutricional Tem alto teor calórico e protéico, além disso contém o elemento selênio que combate os radicais livres e muitos estudos o recomendam para a prevenção do câncer (cancro).

Fonte: Wikipédia

Curiosidade

Muito se houve sobre a discussão se o certo é castanha-do-pará ou castanha-do-Brasil. Longe de ser bairrismo paraense, o certo é castanha-do-pará, e a justificação é histórica.

Em tempos idos, de colonização, Portugal tinha duas colônias na América: o Brasil e o Grão-Pará. O Grão-Pará compreendia, o que hoje conhecemos como, Amazonas, Pará, Roraima, Amapá. Isso é tão verdade que o Grão-Pará aderiu à independência do Brasil 1 ano depois. Em 15 de agosto de 1823. Logo, a castanha-do-pará existia apenas no Grão-Pará, região mazônica, e nada mais justo do que ser conhecida como castanha-do-pará pois sua origem é de lá, o Estado colonial do Grão-Pará, e não castanha-do-brasil, como muitos hoje insistem em propagar.

Certo ou errado, verdade é que o nome é fato histórico, de uma colônia distinta do Brasil.

Fonte: sistersintravel.com
|Fotos : Hernany Fedasi

Link para visualizar a revista on-line:  https://issuu.com/sotaques/docs/sssn

http://www.facebook.com/sotaques #Sotaques #Outono2016 #Brasil #Portugal #Sotaquesbrasilportugal #Portugueses #Brasileiros #Porto #Lusobrasileira #arlequim13 #Fotos #HernanyFedasis #Castanha #Pará #Castanhadopará #Saboresepaladares

Pastel de feijão de Torres Vedras

pastel de feijão

 

Sabores e Paladares – Pastel de feijão de Torres Vedras

O pastel de feijão é um doce típico de Portugal, confeccionado em Torres Vedras desde os finais do século XIX, que tem uma versão brasileira mais salgada.  Embora a receita varie um pouco consoante o fabricante, tem como ingredientes base a amêndoa e o feijão branco cozido.

A autora original da receita chamava-se Joaquina Rodrigues, era  habitante de Torres Vedras no final do século XIX e confeccionava os pastéis só para familiares e amigos. O modo de confecção foi posteriormente passado a conhecidos e familiares, como D. Maria, a primeira pessoa a comercializar os pastéis, e Maria Adelaide Rodrigues da Silva. Álvaro de Fontes Simões, casado com esta senhora, começou a explorar comercialmente o fabrico dos pastéis, que rapidamente alcançaram grande  sucesso além das fronteiras da vila.

Nesta altura eram  confeccionadas algumas dúzias de pastéis por dia.Em meados do século XX são abertas duas fábricas, a “Coroa” e a “Brazão”, por Virgílio Simões e D. Virgília Simões, respectivamente (ambos filhos de Álvaro Simões). O tempo de produção é reduzido, consideravelmente, pela introdução de máquinas de moer amêndoa e fornos eléctricos.

Atualmente existem várias fábricas de produção de pastéis de feijão, doce que se tornou típico de Torres Vedras.

No Brasil há uma variação do pastel de feijão, com um sabor mais  salgado e recheado com feijão preto, próprio para feijoada, e é  muito popular na cidade do Rio de Janeiro, em especial no bairro de Santa Tereza.

 

António Santos

 

http://www.facebook.com/sotaqueshttp://www.sotaques.pt  – Alimente a sua inteligência e cultural

‪#‎sotaques ‪#‎brasil ‪#‎portugal ‪#‎prazeres ‪#‎sotaquesbrasilportugal‪#‎arlequim13

Sabores e Paladares – Algodão doce

0001 (21)

 

É um doce com muito sucesso em  Portugal e no Brasil . É habitual  a sua  venda em festas, nas romarias, nas feiras populares, nos circos ou nos centros comerciais.

O algodão doce é um doce formado a partir de açúcar cristalizado. É normalmente fabricado pelo processo de trefilação de açúcar em máquinaas.

Possui a cor branca ou rosa, mas pode vir em outras cores, como verde, amarelo ou azul. O doce, com aspecto visual de algodão, é espetado por um palito e envolto por um saco plástico transparente.

O algodão doce possui baixo valor calórico em razão de conter uma baixa quantidade de açúcar, o equivalente  a uma colher de chá de açúcar.

Julga-se que os dois inventores  do algodão doce terão sido os norte-americanos William Morrison e John Wharton, fabricantes do doce de Nashville, Tennessee, em 1897. Inventaram um dispositivo, composto por uma bacia com furos minúsculos que, quando aquecida, o açúcar contido nela sofria  o processo de trefilação e ganhava o aspecto visual do  algodão.

Em Portugal e no Brasil,  o algodão doce entrou na doçaria com grande êxito, nas primeiras décadas do século XX. Tornou-se um prazer que não dispensamos quando vamos a um local público, e podemos comer um pouco deste doce leve e saboroso.

Paulo César

www.facebook.com/sotaqueswww.sotaques.pt  – Alimente a sua inteligência e cultural

‪#‎sotaques‬ ‪#‎brasil‬ ‪#‎portugal‬ ‪#‎prazeres‬ ‪#‎sotaquesbrasilportugal‬ ‪#‎arlequim13‬

 

Sabores e Paladares – Brigadeiro

0001 (17)

A origem do doce brasileiro brasileiro estará ligada ao Brigadeiro Eduardo Gomes. Segundo algumas fontes, este doce seria uma homenagem a este militar, candidato à Presidência da República, que introduziu estes famosos doces.

Segundo uma versão popularizada, o Brigadeiro Eduardo Gomes, que foi candidato pela UDN nas eleições de 1946 e 1950, foi homenageado com este doce pelas suas fãs do Pacaembu, na cidade de São Paulo. Na primeira campanha estas terão criado, para as festas do candidato, este delicioso doce.

Os ingredientes do brigadeiro são leite condensado, chocolate em pó, manteiga e chocolate granulado para a cobertura. Pode ser feito tanto no fogão como  no forno de microondas.

No Brasil o brigadeiro é sinónimo de festas, de celebrações, aniversários, sendo uma óptima solução para acabar um bom almoço e jantar. Quer no Brasil, quer em Portugal é habitual a presença dos brigadeiros nas pastelarias e nos cafés e, para muitos, é um bom acompanhamento para um bom pequeno – almoço.

Paulo César

http://www.facebook.com/sotaqueshttp://www.sotaques.pt  – Alimente a sua inteligência e cultura

‪#‎sotaques‬ ‪#‎brasil‬ ‪#‎portugal‬ ‪#‎prazeres‬ ‪#‎sotaquesbrasilportugal‬ ‪#‎arlequim13‬

JAMBU

DSC_0848

Hortaliça típica da região Norte do Brasil, legado da cultura indígena, compõe vários pratos da culinária Paraense. Tem sabor exótico, deixa na boca uma sensação anestésica, tem propriedade expectorante, diurética, cicatrizante, antiviral, antifúngica, estimula o sistema imunológico, antisséptica, antiespasmódica, rejuvenescedora, rica em vitamina A e C, atua como antioxidante, previne a anemia e o câncer de estomago. Além disso, realça os sabores do Tacacá, Pato no Tucupi e do Caruru e é usado nas formas de Chás, Bombons, Licores e Cachaças. Está a despertar os olhares de Chefs de cozinha do mundo inteiro.

 

DSC_0845

DSC_0746

Texto:Águeda Maria

Fotos: Hernany Fedasi

 

Entre na rede que está a estimular as relações luso-brasileiras www.facebook.com/sotaqueswww.sotaques.pt

Publicidade – Mural do poeta

mural01

Mural do poeta:  um segredo cultural do Porto para descobrir

Chama-se Mural do poeta e é um dos melhores segredos culturais da cidade do Porto. Um local com muito para degustar poeticamente e gastronomicamente e ….uma surpresa que só frequentando-o poderá descobrir.

O Mural do poeta é um espaço cultural, localizado no centro do Porto, junto ao Jardim de São Lázaro, que tem ganho cada vez mais visibilidade. Lurdes Tavares, responsável do espaço, revela-nos que a clientela é constituída maioritariamente por ” professores e estudantes da Universidade Lusófona ou a Faculdade de Belas Artes, funcionários da Biblioteca Municipal, artistas, poetas ou pessoas ligadas à moda e à alta costura”.

A presença de personalidades ligadas à moda, não espanta quem vê o design cuidado do Mural. Nas paredes vemos alusões aos poetas Fernando Pessoa ou Bocage, com poemas de ambos, que certamente cativam os amantes da moda e do design.

A gastronomia também se come aqui – como diria outra poetisa, Natália Correia. Entre os pratos típicos, Lurdes Tavares salienta ” o pão à bocage, picante e saboroso como o poeta de Setúbal, ou a carne grelhada com queijo açoriano à Antero de Quental, ambos com muita saída entre os consumidores”.
No mural do poeta há muito para ver, ler e ouvir. Lurdes recomenda, no cardápio cultural ao dispor, as ” tertúlias poéticas às sextas-feiras e ao longo da semana vários eventos de fado – de Coimbra ou Vadio – apresentação e lançamento de livros e novos autores, música africana e uma multiplicidade de eventos.
O Brasil também está presente no Mural e na vida de Lurdes Tavares. No mural já houve um evento ligado ao país irmão – o lançamento de um livro sobre a história da literatura de cordel por um pelo escritor brasileiro Franklin Marcado e ela tem ligações familiares ao Rio de Janeiro.
A clientela brasileira é, aliás, um dos públicos mais interessantes. Pela curiosidade por encontrar um espaço que enaltece a história e a poesia – nomeadamente a figura de Fernando Pessoa, reverenciada no Brasil – no centro do Porto.
Outra grande vantagem do local é a proximidade a vários Hotéis e Hostels . O que ainda o valoriza mais .
Lurdes Tavares assume, curiosamente, essa importância da poesia. Diz mesmo que ” tem um sotaque poético” e convida os interessados a conhecerem mais do espaço “através do nosso facebook http://www.facebook.com/muraldopoeta”. E, claro, a verem-no ao vivo.
Por todas estas razões. E por mais uma ” um segredo ligado à poesia que surpreenderá quem nos visitar”, conclui a responsável do mural do poeta.

 

mural02

Texto: Arlequim Bernardini

Entre na rede que está a estimular as relações luso-brasileiras www.facebook.com/sotaqueswww.sotaques.pt
‪#‎sotaques‬ ‪#‎brasil‬ ‪#‎portugal‬

 

Tortas de Azeitão

05_25_11_19_tortas_azeitaoTortas de Azeitão

A torta de Azeitão é um doce tradicional de Azeitão, uma região do concelho de Setúbal. Feitas à base de ovo, as tortas de Azeitão são um dos ícones representativos desta região. Com um leve sabor a limão e canela são um exemplo da doçaria tradicional portuguesa.1 A torta de Azeitão é feita com ovos moles, gema de ovo, açúcar e água.

www.sotaques.pt – Que delícia de Revista

Migas alentejanas

migasSeguida de um delicioso prato de Migas alentejanas:

Ingredientes:

500 g de entrecosto ;
250 g de lombo ou de costelas de porco (sem osso) ;
150 g de toucinho salgado ;
800 g de pão de trigo caseiro (duro) ;
3 dentes de alho ;
3 colheres de sopa de massa de pimentão ;
sal

Bom apetite !!!!

www.sotaques.pt – Que delícia de Revista

Sopa Alentejana

iguaria_sopa-alentejana-1024x563Mês dos Sotaques do Alentejo e de Belém do Pará

Boa tarde, amigos portugueses e brasileiros. Hoje almoçamos no Alentejo e amanhã em Belém do Pará.

Para começar que tal uma deliciosa sopa:

Sopa Alentejana

Ingredientes
Sobras de pão saloio já secas: 1/2 Pão pequeno
Dentes de alho: 2
Coentros: 1/4 Ramo
Azeite: 90 ml
Vinagre branco: 45 ml
Sal e pimenta: a gosto
Água de cozer bacalhau: 1 litro
Ovos: 2

Bom apetite !!!!

www.sotaques.pt – Que delícia de Revista

Sabores e Paladares – Feijoada

A Gastronomia do Rio de Janeiro sofre influências das outras regiões brasileiras e da culinária portuguesa. Exemplo disso é um dos pratos mais típicos e apreciados pelos cariocas – a Feijoada.
Um prato que aproveita as partes do porco – chouriço, pá de porco, lombo de porco, toucinho, orelha de porco-  e carnes secas,acompanhada por paio, linguiça, feijão preto, arroz ,  alho moído e condimentadas com rodelas de laranja e molho feito à parte. Depois há variantes que se podem utilizar, mas o resultado é sempre excelente.
Boa feijoada para si, caro leitor !!!
Paulo César, Brasil
www.sotaques.pt – Alimente a sua inteligência e cultura

Sabores e Paladares – Bacalhau à Braz

Sabores e Paladares de Lisboa : Bacalhau à Braz

O Bacalhau é um dos pratos que têm suscitado a criatividade culinária dos portugueses. Por exemplo, no Porto nasceram  o Bacalhau à Gomes de Sá e o Bacalhau à Zé do Pipo, criados por dois cozinheiros da cidade Invicta  que baptizaram esses pratos com o seu nome, enquanto em Lisboa foi criado o Bacalhau à Braz por um  um Taberneiro do Bairro Alto chamado Braz.

Consiste na junção de Bacalhau desfiado, batata frita e ovo mexido sendo muito popular em Portugal e em Macau. A sua fama já atravessou fronteiras e é consumido em muitos restaurantes espanhóis.

R. Marques

www.sotaques.pt – Saboreie uma bela  refeição no melhor menu da Internet

Sabores e Paladares: sua Majestade, a sardinha !!!

É a rainha incontestada do S. João. Pequenina, saborosa, regada com um bom azeite e acompanhada por broa e pimentos.

A sardinha faz parte da vida dos portugueses. Durante séculos foi o alimento das classes populares, popularizando-se a imagem da população, nas ruas, a assar sardinhas assadas.

Neste S. João que chega amanhã, os portugueses vão prestar, mais uma vez,  a vassalagem à sua Rainha. Sua majestade, a sardinha !!!!

R. Marques

Sabores e Paladares do São João brasileiro: Pamonha

 

 

 

 

 

 

 

A Pamonha é um dos pratos típicos das Festas Juninas. É um prato feito de milho verde, admirado no território brasileiro, designadamente em São Paulo, Minas Gerais, Goiás e todos os Estados Nordestinos.

O nome Pamonha é originário da palavra tupi pa’muna que significa pegajoso. Neste prato, o milho verde é ralado, misturado com leite, sal  ou açucar, cozido e a própria casca do milho serve como tampa.

As Pamonhas mais famosas do Brasil são as de Piracicaba, que ganharam notoriedade nos anos 60, em São Paulo,  e se  tornaram  unanimidade nacional.

Paulo César, São Paulo

 

 

Sabores e Paladares – Coimbra

Pastéis de Santa Clara

Os pastéis de Santa Clara estão entre os mais populares doces conventuais de Coimbra. O seu nome deriva do Convento de Santa Clara –a-Velha , situado em Coimbra, que foi fundado no século XIII.

Este Convento mereceu a especial protecção da Rainha Santa  Isabel,  que viveu nele parte da sua vida. Devido às cheias do Rio Mondego, em 1677, as religiosas mudaram-se para o Convento de Santa Clara-a-Nova, onde está sepultada a Rainha Santa .
A origem dos deliciosos pastéis de Santa Clara, em formato de meia-lua e recheados com doce de ovos e amêndoa, está associada precisamente ao Convento com o mesmo nome. Presume-se, no entanto, que já era confecionado no anterior domicílio das monjas clarissas, no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, fundado em 1283. Estão hoje entre os doces mais populares da região de Coimbra.

Sabores e Paladares – Pernambuco

Bolo de rolo
O bolo de rolo, um dos símbolos pernambucanos.
Essa massa é enrolada com uma camada de goiabada derretida, dando a aparência de um rocambole. No entanto, as camadas de massa e goiabada são bem mais finas e o sabor completamente diferente.
Sua origem está na adaptação do bolo português “colchão de noiva”, uma espécie de pão de ló enrolado com recheio de nozes. Ao chegarem no Brasil, os portugueses passaram a trocar o recheio pela goiaba, fruta abundante no nordeste brasileiro, sempre dosada com muito açúcar dos engenhos da região. Até hoje é comum polvilhar-se o bolo de rolo com açúcar em sua camada externa, arrematando a apresentação da sobremesa.

Chefe brasileiro Felipe Bronze no Peixe em Lisboa

O conceituado Chefe brasileiro Felipe Bronze é uma das figuras que vão estar presentes no evento ” Peixe em Lisboa”,  que começa hoje na capital portuguesa. Nascido em 1978, Felipe Bronze iniciou a sua carreira gastronómica aos dezasseis anos, estagiando  nalguns dos mais conceituados restaurantes do Rio de Janeiro, completou a sua formação no Culinary Institute of America, em Nova Iorque e  trabalhou em vários restaurantes americanos antes de  regressar  ao Brasil,  em 2001. 


No Brasil  afirmou-se como uma das novas estrelas da Gastronomia brasileira – em 2001 foi considerado Chefe executivo  do ano pelo seu trabalho no restaurante Zuca, prémio que voltou a vencer  como Chefe executivo do restaurante Z contemporâneo, no ano de 2006   torna-se Chefe executivo do grupo Hotéis Marina,  e  finalmente  em 2010 abre  o seu restaurante Oro,  que já mereceu o aplauso da crítica especializada e do público. Paralelamente também mostra os seus dotes na Televisão:   apresenta o programa culinário  ” Tá na época” do GNT  desde 2005.
Este evento gastronómico decorre em Lisboa, entre 12 e  22 de Abril no Pátio da Galé, no Terreiro do Paço e conta com a fina flor da Gastronomia mundial como os Chefes portugueses Henrique Sá Pessoa, José Avillez, o Chefe brasileiro Felipe Bronze ou o Chefe italiano Luca Collami,  que farão apresentações ao vivo.  

Autor : Rui Marques

Semana das Mulheres com Sotaques – Sabores e Paladares

Justa Nobre  e Deise Novakoski: um jantar luso-brasileiro com os melhores sabores e paladares de Portugal e Brasil
Imaginemos que o Atlântico era a nossa mesa de jantar  e pudéssemos reunir a refeição perfeita, confeccionada por uma brasileira e uma  portuguesa. Quem escolheríamos ? Provavelmente a Chefe portuguesa  Justa Nobre e a  sommelier brasileira Deise Novakoski.

Justa Nobre é uma Chefe especializada na comida tradicional portuguesa. Dona do famoso restaurante Nobre, em Lisboa, na década de 90, confeccionou pratos para a fina flor da política nacional que frequentava o restaurante – Mário Soares era um assíduo cliente do estabelecimento – e também da sétima arte – Marcello Mastroianni e Catherine Deneuve ficaram encantados com o espaço.

Participou em programas de televisão na RTP – foi júri do programa Masterchef em 2011 que irá regressar este ano – e na TVI – divulgando a rubrica  Receitas anti-crise. Atualmente possui um restaurante no Campo pequeno “ Spazio buondi”, onde ganhou uma merecida fama e proveito de cozinhar o melhor cozido à portuguesa de Lisboa.
Deise Novakoski é uma sommelier – uma  especialista na arte de   escolher os  melhores vinhos e combiná-los com o menu mais adequado. Um dos livros de culinária que escreveu chama-se precisamente “ Enogastronomia – a arte de harmonizar cardápios e vinhos”, escrito em conjunto com o Chefe Renato Freire.
Faz parte da Associação internacional de sommeliers, da Associação internacional de bartenders e alcançou o estatuto de imortal da Academia brasileira da cachaça. Também é uma celebridade mediática dos programas de culinária: participou no programa “  Menu confiança”,  ao lado do Chefe Claude Troisgros, e atualmente apresenta a rubrica “ Líquido e certo” do programa “ Happy hour”, ambos no canal GNT.
Meus caros irmãos portugueses e brasileiros, a mesa está posta com o melhor menu e o vinho mais sofisticado. E com o toque feminino com Sotaques que torna cada refeição uma experiência única.
Sirvam-se !!!! 
Autor: Rui Marques

Lenda do Bolo Rei

Quando os Reis Magos foram visitar o Menino Jesus, perto da gruta onde estava o menino, os Reis Magos tiveram uma discussão para saber qual deles seria o primeiro a oferecer os presentes.
Um artesão que por ali passava assistiu à conversa e propôs uma solução para o problema, de maneira a ficarem todos satisfeitos. O artesão resolveu fazer um bolo e meter uma fava na massa. Depois de cozido repartiu o bolo em três partes e aquele a quem saísse a fava seria o primeiro a oferecer os presentes ao Menino.
Assim ficou conhecido pelo nome de Bolo Rei e como tinha sido feito para escolher um rei passou a usar-se como doce de Natal.
Dizem que a côdea do bolo simboliza o ouro, as frutas simbolizam a mirra e o aroma, o incenso.

O néctar verde dos Deuses minhotos….

Falar da identidade cultural de um povo implica referir a sua cultura  gastronómica. De entre os produtos da terra minhota  que são conhecidos a nível nacional e internacional, projectando o Minho no mundo,  sobressai inevitavelmente o famoso vinho Alvarinho.

A casta do Alvarinho embora se desenvolva em várias Regiões do país, atinge o máximo das suas potencialidades  na sub-região de Monção e Melgaço, duas das Vilas com mais história do país com cerca de 700 anos, e que possuem um micro-clima muito especial que potencia o seu crescimento. É considerada a mais nobre das castas brancas, derivando da espécie Vitis Vinifera, e caracteriza-se  por ser um vinho de cor intensa, com reflexos citrinos e  um sabor frutado.
A título de curiosidade diga-se que há registos históricos que encontramos no Foral de D. Afonso III de 1261, que já então reconheciam  o cultivo e a protecção  das vinhas aos habitantes de Monção. Sublinhe-se, igualmente que,  segundo a obra escrita pelo Conde D’Aurora  em 1962 “Itinerário do primeiro vinho exportado para Inglaterra”, o primeiro vinho a ser exportado para aquele país não foi o vinho do Porto, mas sim  o vinho  de Monção, havendo referências de ingleses que comercializavam este produto em Monção e Viana do Castelo.
Actualmente, o vinho Alvarinho conquistou uma legião de admiradores dentro e fora das nossas fronteiras. Também cresceram os eventos para promover este produto – exemplo disso serão a Festa do Fumeiro e Alvarinho em Melgaço e a Feira do Alvarinho de  Monção,  que se realizam anualmente.
Autor: Rui Marques

Sua majestade : o Bacalhau I do Minho !!!

Se a Gastronomia minhota fosse uma Monarquia, o bacalhau seria o incontestável rei. É verdade que existem nobres de aristocrática linhagem como o cabrito assado no forno ou o arroz de sarrabulho, mas nenhum ocupa o lugar principal nas mesas e nos gostos dos minhotos como este fiel e delicioso amigo vindo do Norte da Europa.
Na ementa minhota encontramos receitas tão diversificadas como o arroz de bacalhau à moda do Minho -bacalhau cozido e desfiado envolvido numa mistura de pão, aceite, cebola – arroz de bacalhau com grelos – partido aos bocados e misturado com arroz, grelos de couve ou arroz – ou o Bacalhau à Narcisa- embrulhado em folhas de couve e alourado no forno com lascas de presunto. Isto para não falar de clássicos como o Bacalhau à minhota – bacalhau cozido e lascado com batatas cozidas no mesmo azeite e uma cebolada – e bacalhau à moda de Viana- pitéu composto por postas do lombo embrulhadas em folhas de couve assadas no forno. 
Quem passar a Consoada no Minho não ficará, certamente, decepcionado. Sua majestade, o Bacalhau, nunca se esquece dos seus devotos súbditos.