O suplício do esteta

@mal.varenga

(Mário de Sá-Carneiro. Acervo Folha de São Paulo, 2014.)

Foi em um cenário de grande intensidade e renovações no início do século XX, onde dividia medos e angústias do Modernismo, que o poeta Mário de Sá-Carneiro se suicida em Paris, no dia 26 de abril de 1916. Apenas 26 anos. As crises familiares, econômicas pela falência do pai e um isolamento forçado, em busca de se auto compreender nos deram um dos maiores poetas portugueses da geração Orpheu. E essas mesmas questões, visíveis na sua escrita, também nos tiraram sua história e vida.

Entre cortes de sonetos e poemas mais livres, a obra de Mário é um expoente do que foi o modernismo em Portugal. Junto de Fernando Pessoa, o poeta de embrenhava em versos sombrios e carregados como Tu crias em ti mesmo e eras corajoso,/ Tu tinhas ideais e tinhas confiança,/ Oh! quantas vezes desesp’rançoso,/ Não invejei a tua esp’rança! (A um suicida, 1910). Sua obra fomentou o que viria depois, mesmo com sua vida breve, influenciando e dividindo valores na literatura que temos hoje, tratando de diversidade, morte e ausência.

FONTE:SÁ-CARNEIRO, Mário de. Correspondência com Fernando Pessoa. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.

Texto: Marlus Alvarenga

#Revista#Online#Revistaonline#arlequim13#Homemportuguês#brasil#portugal#brasilportugal🇧🇷🇵🇹#poesiaportuguesa#poesiabrasileiracontemporânea#poesialusofona

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s