Azul Instantâneo – Pedro Vale

Glass tears, Man Ray, 1932...
Glass tears, Man Ray, 1932

 

Hoje acordei com uma andorinha no estômago.

A noite era de tempo limpo e sono.
Sabia a quebra milenar, cabelo solto.

Nenhuma angústia, lei, mato ou víscera defronte.

O prédio seguia o seu curso normal de vida, espécie de abrigo impune.
Gineceu.

Observava sem capacidade estrelada o céu, quando a miúda astronomia me
Espantou a inocência.

A circular impressão se revelara.

Tal como no meu estômago, assim uma via-andorinha, se alongava, qual
Fita emprestada, distraidamente, no ar.

 

Texto: Pedro Vale

#sotaques #sotaquesbrasilportugal #revistasotaques #arlequim13 #brasilportugal🇧🇷🇵🇹 #litteris

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