Ada Leda Rogato – Uma Mulher a Frente do seu Tempo

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Nascia no dia 22 de Dezembro de  1910 em São Paulo Ada Leda Rogato

Foi a primeira mulher a obter licença como pára-quedista, a primeira volovelista (piloto de planador) e a terceira a se brevetar em avião (1935) [1] . Também se destacou pelas acrobacias aéreas e foi a primeira piloto agrícola do país. Voando em aeronaves de pequeno porte e – ao contrário de outras famosas aviadoras – sempre sozinha, a fama nacional e internacional cresceu a partir dos anos 1950, graças à ousadia cada vez maior das proezas, que fizeram dela:

A primeira piloto brasileira a atravessar os Andes; feito realizado por onze vezes, ida e volta, em 1950;

A única aviadora do mundo, até 1951, a cobrir uma extensão de 51.064 km em voo solitário pelas três Américas, chegando até o Alasca; o trajeto levou aproximadamente 6 meses;

A primeira a atingir o aeroporto de La Paz, na Bolívia, o mais alto do mundo até então (1952), com um avião de apenas 90 HP – feito inédito na história da aviação boliviana;

O primeiro piloto, homem ou mulher, a cruzar a selva amazônica – o temido “inferno verde” – em um pequeno avião, sem rádio, em voo solitário, apenas com uma bússola (1956);

A primeira aviadora a chegar sozinha à Terra do Fogo, no extremo sul do nosso continente (1960).

Detém o brevê número um de primeira paraquedista, entre homens e mulheres; e foi a primeira mulher no mundo a saltar de um helicóptero, realizando 105 saltos; e a primeira paraquedista das Américas ;

A primeira mulher a receber a Comenda Nacional de Mérito Aeronáutico, no grau de cavalheiro, a Comenda Asas da Força Aérea Brasileira e o título da FAB de Piloto em ”Honoris Causa”.

Realizou mais de mil “voos de coqueluche” porque acreditava-se que a altura exterminava a bactéria da doença

A primeira a pousar em Brasília, quando a capital do país ainda estava em construção

Quando o pára-quedismo como atividade esportiva começava a ganhar os primeiros adeptos no Brasil, a audaciosa Ada se tornou campeã da modalidade – brasileira em 1943 e paulista em 1948, ano em que também iniciou as atividades como piloto agrícola; e aproveitou seu reide de 1950 por quatro países sul-americanos para demonstrações em pára-quedas, tornando-se assim a primeira mulher a saltar no Paraguai e no Chile.

Segunda Guerra Mundial[editar 

Durante a Segunda Guerra Mundial, realizou demonstrações de paraquedismo na Baía de Guanabara, um salto noturno e 213 voos voluntários de patrulhamento aéreo pelo litoral paulista voando em aeronaves de pequeno porte. Conforme o reconhecimeno crescia, a imprensa paulista e nacional a apelidava de Milionária do ar, Gaivota solitária, Passário solitário.

Em 1986 Ada fez parte da Fundação Santos Dumont assumindo os cargos de conselheira, secretária e presidente, e posteriormente assumindo o cargo de diretora do Museu da Aeronáutica da própria fundação .

Ada Rogato morreu em São Paulo, vítima de câncer, em 15 de novembro de 1986, aos 76 anos; o corpo foi velado no Museu da Aeronáutica, o cortejo foi acompanhado pela Esquadrilha da Fumaça. Seu corpo foi exumado em 1993 e seus restos mortais transferidos para o ossário do Cemitério de Santana onde, tristemente, permanecem num jazigo anônimo, identificado apenas pelo nº 368 que foi gravado à mão, no cimento ainda fresco, indicando a gaveta que ocupa no Bloco E.

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