O preto e branco dá cor ao Porto

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Cidade com uma cor especial, o Porto é alvo de uma homenagem especial na edição de 2015 do Black & White. Falámos com Jaime Neves, Diretor do evento que decorre entre  20 e 23 de Maio, na Escola de artes da Universidade católica,  e que projectou essa simbiose entre a urbe e um dos seus mais prestigiados Festivais cinematográficos  – o Black & White 2015  contará, novamente, com uma notável presença de artistas brasileiros, mostrando o crescente interesse que o imaginário a preto e branco suscita  no Brasil.

P – Quais são as novidades desta edição do Black&White ?

JN – O Porto vai ter um grande destaque nesta edição. A cidade está a atravessar um momento de grande visibilidade nacional e internacional, e quisemos fazer uma homenagem a uma Instituição, o cineclube do Porto, que tem contribuído, decisivamente, para estimular a relação do público com o cinema.

Teremos testemunhos de algumas das pessoas que estiveram ligadas  à direção do cineclube e antigos sócios. Recordaremos alguns dos momentos da sua história através de cartazes e documentos.

Também será exibido o filme “Bicicleta” realizada por Luís Vieira Campos, com argumento de Valter Hugo Mãe. Uma curta-metragem inspirada no filme “Ladrões de Bicicleta” de Vittorio de Sica,  e que acompanhou a demolição do Bairro do Aleixo.

Outro momento significativo do Black & White será a exibição de filmes que marcaram os últimos 12 anos do Festival.

P – Está também prevista uma homenagem a Manoel de Oliveira, que era Presidente honorário do Black & White ?

JN – Preparamos uma homenagem muito especial a Manoel de Oliveira. Não haverá a exibição de filmes dele, mas vamos recordá-lo de um modo muito carinhoso e íntimo – não posso revelar como será esta evocação, mas passará pelo recurso à música.

Ele foi uma figura muito importante para o cinema, em geral, e para o cinema a preto e branco em particular. Filmes como “Douro, faina fluvial” ou “Aniki Bobo” duas das suas obras mais significativas, eram da fase em que imperava o preto e branco.

P – O Brasil também está presente neste Black & White ?

JN – Temos dois filmes brasileiros. “Preto e Branco” de Alison Zago e um filme de animação de muita qualidade – “Castillo y el armado” de Pedro Hárres. Na competição de áudio também participa outro criador brasileiro, Vitor Galvão, que estará no Festival.

P – O que o público pode esperar dos filmes em competição ?

JN – Há grande qualidade nos 26 filmes seleccionados. Já os visionei  e é difícil  escolher um vencedor óbvio, porque há muito por onde escolher.

Por outro lado, fico muito satisfeito pela presença de vários filmes portugueses na competição oficial. É sinal da qualidade e vitalidade dos cineastas nacionais.

Rui Marques

http://www.facebook.com/sotaques – Luzes, Câmara, Sotaques !

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#sotaquesbrasilportugal

 

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