Pedro Álvares Cabral, o gigante de Belmonte

contraponto

Quem era o homem que, no dia 22 de Abril de 1500, comandava a frota portuguesa que aportou ao Nordeste brasileiro  ? Que características o levaram a ser escolhido como capitão-mor desta expedição que, teoricamente, visava alcançar a Índia – cujo caminho marítimo tinha sido atingido por Vasco da Gama, dois anos antes – mas que, na práctica, chegou a um novo Continente a um imenso país?

Comecemos pelo princípio :Pedro Álvares Cabral nasceu em Belmonte, em 1467 ou 1468, localidade do interior de Portugal,  onde vive uma importante comunidade judaica. De origem nobre, Cabral procurou enriquecer, nos mares, capitaneando  várias expedições nos fins do século XV – o que era muito frequente entre a nobreza portuguesa, sequiosa de conquistar a glória e as riqueza noutros Continentes.

Após adquirir uma imprescindível experiência em viagens à Costa Africana e muitos jogos diplomáticos no seio da corte, foi o escolhido  para chefiar uma frota que consolidasse a rota aberta por Vasco da Gama, em 1498, que ligava Lisboa à Índia, e que garantia o domínio económico da corte portuguesa a nível global. Diz-se  que o rei D.Manuel I já conheceria o novo território, especula-se  que o navegante e cosmógrafo, Duarte Pacheco Pereira – que mais tarde representou Portugal no Tratado de Tordesilhas, que dividiria o mundo entre as duas Nações Ibéricas – teria chegado ao Brasil, anos antes, mas a verdade é que, oficialmente, só  foi no dia 22 de Abril de 1500,  que os portugueses avistaram terra e, no dia seguinte, entraram no território a que chamaram terras de Vera Cruz .

Cabral tinha 32 e 33 anos na altura e era muito alto- media 1,90 cm, o que o tornava um gigante numa época em que era raro haver homens com mais de 1,80 cm. A acompanhá-lo estava um brilhante cronista, Pêro Vaz de Caminha, que registou as peripécias do encontro com as tribos locais Tupinin, numa célebre carta.

Após ter ordenado a instalação de uma cruz de madeira e a celebração de uma missa, seguiu viagem para a Índia. Lá enfrentou uma série de contrariedades e conflitos e, quando regressou a Portugal, perdeu a influência que tinha junto de D.Manuel I.

Morreu em 1520, em Santarém, onde está sepultado. Três séculos após a sua morte, o rei D.Pedro II do Brasil contribuiu para a reabilitação do seu nome, em 1840, promovendo vários estudos históricos efectuados pelo Instituto Histórico e Geográfico brasileiro, sobre o seu papel crucial neste acontecimento histórico.

A memória do gigante de Belmonte é indissociável deste primeiro encontro luso-brasileiro, matriz da ligação entre o Brasil e Portugal.

Rui Marques

www.facebook.com/sotaques – Escrevemos história, Honramos a memória !

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