O arquitecto que conduz  o Museu dos Coches para o futuro

PAULO MENDES DA ROCHA

Paulo Mendes da Rocha: o arquitecto que conduz  o Museu dos Coches para o futuro

O arquitecto brasileiro Paulo Mendes da Rocha é uma referência da Arquitectura mundial. Foi o segundo brasileiro a vencer o prémio Pritzker, depois de Óscar Nyemeier, e coube-lhe a tarefa de projectar  o futuro de um dos mais importantes Museus portugueses, o Museu dos Coches.

Em 2015 vai abrir o novo Museu dos Coches, substituindo o antigo Museu que estava localizado junto ao Palácio de Belém. Do novo Edifício, situado na Avenida da Índia, sabe-se que é um espaço moderno com cerca de 15.117 metros quadrados, e que foi projectado pelo arquitecto brasileiro Paulo Mendes da Rocha em consórcio com a MM BB arquitectos do Brasil, Bąk Gordon Arquitectos e pela portuguesa Nuno Sampaio Arquitectos.

Em declarações à Imprensa, Paulo Mendes da Rocha referiu que o novo Museu visa, por um lado, criar um espaço museológico amplo onde se possam contemplar os coches e, por outro, desenvolver uma conexão com a Zona de Belém. Esta ligação consiste na criação de percursos nas ruas vizinhas do Museu como a Rua do Cais da Alfândega Velha, que criem um clima de intriga ao cidadão para descobrir a história desta Zona nobre da cidade de Lisboa.

Entre as funcionalidades que traz o novo Museu dos Coches contam-se um grande Pavilhão de Exposição, um edifício anexo para os serviços administrativos, um restaurante e um auditório e  uma passagem pedonal em rampas que liga a Rua da Junqueira à Gare Marítima de Belém. Do projecto original apenas não foi construído o Silo para estacionamento, do outro lado da linha.

Paulo Mendes da Rocha é um arquitecto que se notabiliza por um discurso voltado para o futuro. Declara  que todo o homem nasce arquitecto porque o que nos ” move é a angústia da necessidade e da urgência”.

Essa urgência de criar algo novo é intrínseca à sua arquitectura. Nascido em Vitoria, capital do Estado de Espírito Santo, em 1928, foi muito influenciado pelo pai que era engenheiro de recursos hídricos e navais.

Diplomado pela Faculdade de Urbanismo e Arquitectura da Universidade Mackenzie em 1954, chamou logo a atenção com um  projecto para o Clube Atlético Paulistano. Nesses primeiros tempos, a sua grande referência foi o arquitecto paulista João Vilanova Artigas,cuja obra procurou relançar,internacionalmente, após a sua morte.

Sofreu a perseguição da Ditadura Militar brasileira, sendo impedido entre a década de 60 e 80, de fazer ou ensinar Arquitectura. Só na década de 90 seria reintegrado como professor da Faculdade de Arquitectura e Urbanismo da Universidade de São Paulo.

Paulo Mendes da Rocha01

Quando regressou à arquitectura afirmou, num emocionado discurso, que a democratização era ” um momento de transformação do homem e a expressão que ele dará deve ser serena e belíssima”.

Essa expressão de uma arquitectura do século XXI chegará, em 2015, ao Museu dos Coches em Lisboa. Pela mão do arquitecto que vive e projecta o futuro : Paulo Mendes Rocha.

João Castro

João Castro
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