Josafá Ferrer traz um Surrealismo baiano para o mundo

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O artista plástico baiano, Josafá Ferrer desenvolve uma arte que vai beber às fontes surrealistas, conciliando-as com múltiplos estilos e referências culturais como Salvador da Bahia  e a influência portuguesa . Nesta entrevista traça-nos um retrato da sua arte

P- Como caracteriza o seu estilo como artista plástico ?

JF- Inicialmente recebi a influência dos vários estilos pictóricos mas foi no neoclassicismo do século XIX que encontrei as minhas bases e referências , na teoria do novo belo ideal inspirada na cultura greco-romana.

Aprendi assim a construir, mas faltava destruir com sabedoria, e fui buscar ao Surrealismo essa vertente contemporânea, que ainda hoje me fascina, estimulando a criatividade e o dinamismo das minhas personagens.

Mas ainda estava inconformado, e voltei à arte flamenga e à pintura visionária de Jerónimo Bosch, percursor da arte onírica dos surrealistas, redefinindo-me com o estilo chamado Visionismo.

 

P- Quais são as suas obras que mais prazer lhe deram a criar ?

JF-  Executada recentemente ” A fruteira da tentação” . Ainda por acabar, na minha óptica visionária sobre a influência da teoria da Simetria bipartida a obra ” Desdobramento a partir da orelha” .

P – A mulher está muito presente na sua obra. Qual o motivo desse fascínio ?

JF-  Resume-se ao facto das suas formas serem mais suaves e se adaptarem melhor ao contexto criativo. A mulher está em muitas coisas e isso faz dela o centro das atenções – no sentido comercial e não só. ” A mulher aprecia mulher e compra mulher ” .

P- Tem uma ligação muito forte à Bahia ao longo do seu percurso artística. Que importância tem a cultura baiana para si enquanto criador ?

JF-  A minha criatividade em Salvador foi posta à prova no Pelourinho perante os muitos artistas que têm ali um atelier fixo. Inspirei-me no souvenir baiano como arte naíve – nas suas cores policromadas e intensas – criando uma espécie de Surrealismo baiano soft, com as suas típicas casas e monumentos de influência lisboeta .

P – Que importância tem esta ligação à Atlas Violeta para a divulgação da sua obra ?

JF-  Permite um maior intercâmbio, facilitando a aproximação dos artistas a sítios que seriam inalcançáveis se agissem sozinhos. Dá a conhecer e divulga os nomes deles em Galerias e espaços alternativos de conhecimento público.

P- Quais são as suas principais referências artísticas ?

JF- Do passado posso citar o nome do génio da pintura barroca italiana, Caravaggio e Velásquez,  o iniciador do realismo naturalista e capaz de, através de umas pinceladas, dar uma ideia fiel da fisionomia de uma roupagem ou de uma pessoa.

Da nossa época contemporânea escolheria Salvador Dali, pela sua genialidade e criatividade, e Picasso.

P- Que revelância teve a presença da sua obra da exposição do Carroussel deu Louvre em Paris ?

JF-  Permitiu-me dar a conhecer a minha obra e estabelecer novos contactos com Galerias, Marchands de arte, artistas etc .

João Castro

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