Jayr Peny, um artista que se inspira em Portugal

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Artisticamente define-se como um geómetra figurativo ou um figurativo mágico. Radicado em Sintra, há anos, este artista plástico brasileiro confessa-nos nesta entrevista que Portugal lhe dá tranquilidade e o inspira a nível das cores e do ritmo da sua obra.

P- Como caracteriza o seu estilo como artista plástico ?

JP – Diria que o meu estilo se enquadra  dentro do que se pode chamar de um geometrismo figurativista ou um figurativo mágico, a minha preocupação quando pinto é tentar captar um novo ângulo na figura humana e uso para isso uma estilização bem pessoal e característica, que dá uma sustentação mais autêntica ao meu trabalho .

P – Quais são as suas obras que mais prazer lhe deram criar e com as quais mais se identifica?

JP –  Na verdade gosto de todas, não há uma assim em especial, pois todas elas nasceram da necessidade de colocar para fora o que vai aqui dentro de mim. Claro que há um ou outro trabalho que se destaca, até mesmo pela dificuldade e o  desafio que foi para mim fazê-lo  nascer.

Posso citar por exemplo, o o painel na sede da Casa da Indústria em Natal, que realizei em meados da década de noventa do século passado. O painel chama-se Operários brasileiros, foi muito desafiador para mim pintá-lo, mas consegui, e o resultado superou as expectativas.

P – Que temas aborda na sua obra ?

JP –  Abordo o tema da Maternidade, do Arlequim, dos Cavalos,  entre outros. Mas creio que a figura humana é o tema mais presente na minha Obra, que é acima de tudo uma homenagem  à mulher e ao espírito feminino.

Também divido as minhas temáticas em séries, posso destacar algumas: A série das Linhas e Formas, a série das Estruto-Figuras, a série das Brincadeiras Infantis e a série dos Vendedores de Pássaros”

P- Reside em Sintra . De que forma a paisagem que o envolve todos os dias influenciou a sua obra artística ?

JP –  Não sou um pintor de paisagens, como falei sou um pintor figurativo. A minha pintura é de estúdio de atelier,  não necessito de sair para trabalhar.

Mas gosto,sim, do clima e do ambiente de Sintra, é um local tranquilo com pessoas pacatas, encontro aqui a tranquilidade ideal para conceber os meus quadros..

P- Portugal inspira-o artisticamente ?

JP –  Claro, Portugal é um paraíso a céu aberto. A maioria das pessoas que conheço, e que viajaram para Portugal, ficaram admiradas pela positiva com o que encontraram.

Comigo não foi diferente, tudo é tradição aqui, em cada cidade, em cada vila que visitei fiquei maravilhado com tudo e com o belo que é esse país, além do povo que é bastante acolhedor e simpático.

Tudo isso se refletiu e reflete até hoje nas cores que uso e no ritmo da minha Obra.

Portugal inspira!

P- A ligação artística luso-brasileira precisa de ser mais estimulada. Que acha que devia ser feito para aproximar mais  os artistas brasileiros e portugueses ?

JP – Mais intercâmbios culturais envolvendo empresas e instituições dos dois países. É fundamental hoje uma nova política cultural para o Brasil e para Portugal, também, que evolva os artistas e promotores.

Essa troca é benéfica e aproxima mais o cidadão comum de novas horizontes culturais.

P -Que importância tem esta ligação com a Atlas Violeta para a divulgação do seu trabalho artístico ?

JP –  Toda e total importância, pois a Atlas Violeta é hoje o veículo ideal para dar a conhecer o meu trabalho pela Europa a fora e não só.

A Atlas violeta está de parabéns :  essa parceria é para durar!!

P -Quais são as suas grandes referências artísticas ?

JP – Do Brasil: Cândido Portinari, Laerpe Motta, Vicente do Rêgo Monteiro, Di Cavalcante, Anita Malfati, João Câmara, Reynaldo Fonseca, entre outros…

Da europa: Salvador Dalí, Pablo Picasso, Tâmara de Lempica, Leger

entre outros…

P – Que importância teve o facto das suas obras terem estado na  exposição do  Carrousel do Louvre em Paris ?

JP – O mais importante para mim nessa iniciativa, já foi alcançado. Que é a possibilidade de expor mais uma vez o meu trabalho em Paris, cidade onde já realizei há  alguns anos atrás, duas exposições individuais  que foram muito bem aceites pelos parisienses.

Tinha a certeza que esta exposição ia correr  pelo melhor pela qualidade   dos artistas envolvidos e pelo trabalho  da Atlas Violeta nessa empreitada que  é de louvar.

Muito obrigado por essa possibilidade à Atlas Violeta.

João Castro

 

www.facebook.com/sotaques – Entre na rede que está a estimular as relações luso-brasileiras

 

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