A Liberdade voltou a casa, regressou ao Porto

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Ouvindo Sérgio Godinho, cantando algumas das mais libertárias e inesquecíveis canções do reportório nacional, recordamo-nos  da famosa frase de Almeida Garrett” o Porto troca os vês pelos bês,mas não troca a liberdade pela servidão”. E  essa comunhão da cidade com um dos seus mais ilustres  filhos, foi visível nos dois espectáculos que protagonizou no Teatro Rivoli.

A liberdade é uma constante da vida de Sérgio Godinho e da sua geração. Uma liberdade conquistada a pulso, contra uma Ditadura que insistia em eternizar-se, e em que as canções eram muito mais que canções, eram cartas enviadas ao futuro por criadores que desejavam ardentemente um outro país.

O álbum “Liberdade”, estreado  num espectáculo ao vivo no Teatro D.Luís,  é uma generosa revisitação ao património cultural e reivindicativo de um povo – está lá Zeca Afonso, José Mário Branco, Sérgio Godinho e tantos outros. Mas também está o futuro quando em dueto com a também portuense Capicua, se entoa o  belíssimo poema “Liberdade” de Sofia de Mello Breyner.

Sim, definitivamente, a liberdade é de todos nós,  do passado, do presente e do futuro. E esta cidade, berço de tantas revoluções, nunca trocará a liberdade pela servidão, a grande música pela banalidade.

Graças a artistas como Sérgio Godinho.

 

http://www.facebook.com/sotaques – A revista dos nossos criadores

R. Marques

 

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