Entrevista com o cantor Luiz Caracol

Influenciado pelo sotaque doce e  quente da música brasileira.

Luiz e a Fernanda

Luís Caracol é um dos artistas portugueses cuja música tem atravessado o Atlântico, com sucessivas parcerias com músicos brasileiros. São exemplos dessa ligação as colaborações com Fernanda Abreu ou Pierre Aderne.

A revista Sotaques Brasil/Portugal falou com este músico, criativamente influenciado pelo sotaque doce e quente da música brasileira.

P – Teve parcerias com vários artistas brasileiros como Fernanda Abreu ou Pierre Aderne. Como correram essas colaborações?

R – Correram muito bem. Na verdade, nós já eramos amigos antes e já tínhamos uma grande cumplicidade, o que fez com que essas participações fossem ainda mais especiais para mim.
No caso do Pierre, nós somos amigos desde 2001, e foi ele que me apresentou a Fernanda Abreu, mais ou menos em 2012, aquando da gravação de um documentário em que participei com eles chamado “MPB-Música Portuguesa Brasileira”.

Este documentário foi gravado aqui em Lisboa, para homenagear as músicas de Portugal e do Brasil, onde tivemos muitos momentos de partilha musical e artística realmente interessantes. Foi transmitido na televisão, em Portugal na RTP, e no Brasil, no Canal Brasil da Globo.

P- Quais são as referências musicais do Luiz no Brasil?

R – Ui, são tantas… Desde João Gilberto, Jobim, Caetano, Gil ou Chico Buarque, até Zeca Baleiro e Lenine.
Mas poderia ficar aqui a noite inteira citando nomes de grandes artistas do Brasil que admiro.

P – E as referências em Portugal?

R: São muitas também. Zeca Afonso, Fausto, Vitorino, Jorge Palma, Sérgio Godinho, Trovante, Heróis do Mar, Clã, Sara Tavares, entre muitos outros.
P – Como caracteriza este álbum “ Devagar”?

R – Acho-o mestiço e lisboeta, mas também é urbano, étnico e lusófono.
Onde vão conseguir encontrar uma mistura grande de influências que são também o reflexo do que sou.
P – A ligação à lusofonia está muito presente neste novo trabalho do Luiz Caracol. Que importância tem esta ligação para a sua identidade como artista?

R – Tem uma enorme importância em mim e na música que faço, porque sempre me senti um cidadão lusófono, mais até do que português, talvez seja por isso que a minha música é o reflexo de todas essas influências, e é como dizia Fernando Pessoa ”a minha pátria é a lingua Portuguesa”.
P – A Revista Sotaques fala da diversidade dos Sotaques. Como é que é o sotaque do Luiz Caracol?

R – Diria que é um sotaque mestiço, onde se misturam Portugal, a Africa lusófona e o Brasil.

P – Como vai ser a sua agenda de espectáculos em 2014?

R: Está a ser boa e vai continuar a ser, com concertos quer em Portugal, quer noutros paises na Europa e em África, e espero ainda este ano poder tocar também no Brasil e talvez noutros paises da América Latina.
P – O que gostaria de realizar, nos próximos anos, no mundo da música?

R – Gostava apenas de poder continuar a fazer a música que sinto e que há em mim, e de poder levá-la a cada vez a mais sitios e a cada vez mais gente.

Texto Arlequim Bernardini

Foto  Alfredo Matos

http://www.facebook.com/sotaques – Divulgamos a criatividade dos nossos artistas

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