Sophia, a imensidão de um olhar

Sophia de Mello Breyner Andresen1

Sophia de Mello Breyner

E no princípio era o olhar. Um olhar penetrante que  trespassava os muros, as cidades, as ruas, que entrava dentro das almas dos homens e das mulheres, ali onde nem a ciência nem a religião alguma vez chegaram, e resgatava a beleza única das coisas simples.

Ontem à noite, a revista Sotaques viu o mundo pelos olhos translúcidos de Sophia de Mello Breyner. No evento Porto de encontro na Casa da música, realizado ontem à noite, vimos esses olhos que pareciam luzes no meio da escuridão mundana, que resistiram à Ditadura, às vicissitudes da obra e da vida, e que se abriram para esse dia claro que foi Abril.

Falou o filho, Miguel Sousa Tavares, dessa eterna viagem do olhar, de fitar o que nos rodeia com um misto de deslumbramento e  curiosidade. Sophia foi trazida por académicos, pelas  suas filhas e sobrinhas, pelos passos de dança e música , pelos poemas que vozes como as de  Luís Miguel Cintra evocaram como um chamamento dos Deuses.

E no princípio e no fim do mundo é sempre o olhar. Esse olhar de Sophia que a  eleva como uma Deusa sobre os homens,  e faz de cada palavra uma pátria de ética e de amor, um forte irredutível que nem a morte consegue quebrar.

Usemos esses mesmos olhos, escrevamos essas mesmas palavras. Sejamos esses homens e essas mulheres que fazem da poesia uma lição de vida.

www.facebook.com/sotaques -Cultura é sabedoria

R. Marques

#sotaques

#Brasil

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#sophiademellobreyner

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