Walter Pinto – um ícone do Teatro de Revista Brasileiro

Walter Pinto – um ícone dWalter Pinto (Rio de Janeiro, 17 de janeiro de 1913 — 21 de abril de 1994). Produtor e autor. Produtor dos maiores espetáculos de teatro de revista brasileiro,é responsável pela reformulação do gênero, nos anos 1940 e 1950.

Em 1940, com a morte prematura do irmão Álvaro, Walter Pinto assume a direção da Empresa de Teatro Pinto, que desde os anos 1920 se dedica ao teatro musicado. A Companhia Walter Pinto estreia com “É Disso que Eu Gosto”, de Miguel Orrico, Oscarito Brennier e Vicente Marchelli, título extraído da música que Carmem Miranda cantava, à frente do elenco, com Oscarito e Margot Louro. Durante toda a década de 1940, os espetáculos são quase que exclusivamente dirigidos por Otávio Rangel.

O produtor tira a ênfase do autor e dos primeiros atores para valorizar a espetacularidade da cena: escadas; luzes; grandes coreografias; efeitos de maquinaria; coros numerosos e grande orquestra garantem o sucesso dos espetáculos que se sucedem. Contrata coristas argentinas, francesas e até russas que atuam principalmente nas partes musicais, para as quais mantém um grupo de bailarinas. Durante a guerra, ensaia quadros patrióticos.

O tema do carnaval, pela óbvia semelhança do descompromisso, da musicalidade e do apelo ao corpo, é recorrente. Técnica e artisticamente, os espetáculos da Companhia Walter Pinto atingem, como se dizia em seu tempo, nível internacional. O cronista Carlos Machado cita o ator francês Paul Nivoix, sobre “Trem da Central”, de Freire Jr. e Walter Pinto, 1948: “Nunca imaginei que no Brasil houvesse um produtor de tal força para extasiar o público. O que acabo de ver em Trem da Central é digno de ser mostrado em qualquer parte do mundo sem receio de.ser superado”.

Na década de 1950, o produtor recebe durante quatro anos, três deles seguidos, o prêmio da Associação Brasileira de Críticos Teatrais, ABCT, de melhor produtor de teatro musicado, categoria criada em conseqüência de seu trabalho e muito provavelmente a ele dedicada. Na mesma coluna, Carlos Machado publica: “O êxito de Walter Pinto é devido, sobretudo, a ele mesmo. Podem figurar nos letreiros luminosos os nomes de Oscarito, Virginia Lane, Grande Otelo ou Mara Rubia, as maiores atrações nacionais. De um momento para outro, esses grandes nomes […] são obrigados a sair do palco das revistas de Walter Pinto. Saem mas não fazem falta. O êxito é o mesmo… A explicação é óbvia: Walter Pinto apresenta uma revista em conjunto, e é o conjunto que se firma. Sua maior vitória está neste detalhe”. Viva o Teatro Brasileiro de todas as formas!

Nos anos 1960, o produtor passa a assinar também a direção e o texto dos espetáculos.

VIVA O TEATRO BRASILEIRODE TODOS OS GÊNEROS E FORMAS.

 

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