Entrevista com DJ Moreno

Moreno (1)DJ Moreno é uma das grandes referências artísticas alentejanas com uma Projecção a nível nacional e internacional. Nesta entrevista que concedeu à Revista Sotaques Brasil/Portugal, conhecemos melhor este músico que consegue juntar o respeito pelas tradições e um olhar optimista e criativo para o Futuro.
Que inventa o Futuro, em cada nova música, em cada nova mistura, sem perder o Sotaque da inconfundível Cultura alentejana.

P –Évora está em destaque este mês na Revista Online Sotaques Brasil/Portugal. O que significa esta cidade na vida e no percurso profissional do Moreno ?

R – Évora para mim significa passado, presente e possivelmente futuro. Adoro a cidade onde nasci, cresci e se for possível gostaria de continuar, neste momento tenho alguns projectos por aqui em que estou a trabalhar mas o futuro ninguém sabe.

P – O que é que, quem chega a Évora pela primeira vez, não pode perder ?

R – O primeiro conselho que eu dou a quem vêm a Évora é que não venha só um dia, é uma cidade turística e património mundial, com vários monumentos e edifícios antigos, é fácil perdermo-nos na beleza e hospitalidade.

P – O Moreno é um dos Disc Jockeys mais promissores do país. Sempre sentiu vocação para trabalhar nesta área artística ?

R – Antes de responder não posso deixar de agradecer o elogio na introdução e respondendo à pergunta concretamente; não era daquelas ideias que tinha quando era pequeno, sou sincero, nem quando saia com os amigos mas quando começei a trabalhar a noite surgiu a oportunidade, houve pessoas a quem hoje agradeço muito, que na altura acreditaram em mim, me apoiaram e ao olhar para trás acho que fiz bem e espero que as pessoas que me apoiaram se orgulhem de mim.

P – O que mais o apaixona no seu trabalho e aquilo que menos gosta?

R – O que mais me apaixona é a possibilidade de ver o retorno do meu trabalho logo ali, quando o estou a fazer, apesar de termos todo um trabalho de pesquisa e organização, fora da altura em que estamos a fazer o “set”: quando estamos frente a frente com o público, temos feedback do que fazemos, temos uma reacção imediata da parte de quem está a ouvir, e isso é muito gratificante.
Por outro lado, e como não só coisas boas, são por vezes as constantes deslocações , isto é, fazer o que faço permite-me conhecer muita gente e muitos locais or todo o país, o que eu gosto muito, gosto de conhecer pessoas, locais, culturas, no entanto as viagens, por vezes, tornam-se cansativas e esse por vezes é o ponto negativo.

P – Quais são as suas referências musicais na sua área ?

Em Portugal para mim existe uma referência indiscutível na música electrónica que é o DJ Vibe, se olharmos para a carreira dele e se virmos como foi progredindo ao longo dos anos, sempre fiel a ele próprio e sem se deixar influenciar pelas tendências do público, das Editoras, das casas, é de dar muito valor, não só por o fazer mas por o fazer e no final ser a referência que é no mundo da música electrónica.

P – Como se definiria como Disc-Jockey ?

R – Como Disc-Jokey sempre me defini como um Disc-Jokey que trabalha muito para casa, sempre fui residente durante a semana e aos fins de semana trabalho com várias casas e isso dá-me algum conhecimento do público e facilidade para o perceber.

P – A Revista Online Sotaques Brasil/Portugal procura valorizar as diferenças de Sotaque em Portugal e no Brasil. O que acha do Sotaque alentejano ?

R – O sotaque alentejano penso que é o sotaque mais carismático do nosso país, toda gente conhece e toda gente sabe imitar o sotaque alentejano.

P – E do Sotaque brasileiro ?

Para mim o sotaque brasileiro é quase como se fosse cantado, por vezes se retirarmos o significado das palavras e ficarmos só com a sonoridade parece que é uma melodia.

P – Já trabalhou com Disc Jokeys brasileiros ? Como correu a experiência?

R -Conheço alguns DJs brasileiros que vivem no Brasil, outros que vivem em Portugal, falo com alguns, mas ainda não surgiu oportunidade de trabalharmos juntos.

P – Gostava de mostrar a sua música no Brasil?

R – Claro que sim, o Brasil é um mercado cada vez mais apetecível, tem muito público, é o foco de muitos mercados agora pelo seu desenvolvimento nos últimos anos, toda gente sabe que os brasileiros são um povo que gosta muito de tudo quanto é festa e além disso para nós portugueses é um mercado onde não existe uma barreira linguística o que pode facilitar.

P – Profissionalmente qual é a pista de dança ou de Discoteca dos seus sonhos, onde desejaria mostrar o seu trabalho musical ?

R – Apesar de existirem “locais sagrados” cada vez mais me identifico com as pessoas que gerem os espaços e conceitos, porque os locais estão lá mas são o fruto da criação de alguém.

P – O que representa a música para o Moreno ?

R – Neste momento a música é “um dos elementos mais importante da minha vida”, juntamente com as pessoas que tenho mais perto de mim, isto porque eu sinto que tenho o prazer de trabalhar numa área que gosto, faço aquilo que gosto, o que cada vez é mais difícil e por isso trabalho todos os dias para que possa continuar a fazê-lo.

www.sotaques.pt – Amamos os nossos artistas

R Marques

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